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O Centro de Tecnologia e Geociências - Escola de Engenharia de Pernambuco (CTG-EEP) resultou da fusão da antiga Escola de Engenharia de Pernambuco, fundada em 1895, com a Escola de Química, a Escola de Geologia, o Laboratório de Ciências do Mar e o Centro de Energia Nuclear. Suas instalações, no Campus, ocupam uma área construída de 50.163m2, abrigando laboratórios de ensino e pesquisa e uma biblioteca setorial.

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Programa de Pós-Graduação em Geociências promove defesa de tese amanhã (30)

A defesa acontece no auditório do CTG, às 9h

O Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGeoc) da UFPE promove, amanhã (30), às 9h, na sala 522 do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG), a defesa da tese “Paleohistologia de mamíferos encouraçados (xenarthra, cingulata): aspectos taxonômicos, paleobiológicos e biomecânicos”. Desenvolvida pelo pesquisador Yumi Asakura Bezerra de Oliveira, o trabalho foi orientado pelo professor Édison Vicente Oliveira.

A banca examinadora será composta pelos professores Gustavo Ribeiro de Oliveira (PPGeoc/CTG/UFPE), Mário André Trindade Dantas (UFBA), Jorge Luiz Lopes da Silva (Ufal) e Kleberson de Oliveira Porpino (Uern).

Resumo

Os osteodermos encontrados em xenartras (tatus, pampatérios, gliptodontes e algumas preguiças) apresentam alto potencial de fossilização e proporcionam inúmeras informações sobre a paleobiologia das espécies fósseis do grupo. A presente tese tem como objetivo descrever a variação microestrutural nos ossos dos cingulatas e mostrar a importância da paleohistologia como ponto de partida para um melhor conhecimento dos táxons extintos. Foi analisado a paleohistologia dos osteodermos de Pampatherium humboldti, Holmesina paulacoutoi, Pachyarmatherium brasiliense, Glyptodon sp., Glyptotherium sp., Doedicurus clavicaudatus e Hoplophorus euphractus, além de um osso longo do gliptodonte Hoplophorus euphractus. A análise demonstrou como o padrão da microestrutura óssea dos osteodermos, refletido principalmente no tipo de arranjo das fibras de colágeno e na morfologia das lacunas dos osteócitos, é útil nas inferências sobre a paleobiologia dessas espécies extintas. Os diferentes táxons apresentam grande variação histológica, desde tecidos muito remodelados a tecidos derivados de uma combinação da osteogênese dinâmica e estática. Nas trabéculas dos osteodermos está presente prioritariamente um tecido ósseo lamelar, mais organizado que nas outras regiões do osso, onde a característica mais variável dentre as espécies é o tamanho e distribuição das áreas trabeculares. A microestrutura do úmero de H. euphractus, descrita aqui pela primeira vez, mostra um osso derivado de osteogênese dinâmica, onde lacunas de osteócitos alongadas e fibras de colágeno com orientação preferencialmente transversal são visíveis. A análise da microestrutura do osteodermo de P. brasiliense mostra uma proximidade da espécie com o padrão esperado para dasipodídeos, indicando uma possível afinidade com este grupo. Além disto, características como aumento da espessura da camada esponjosa na zona do meio e presença de tecidos ósseos com alto nível de organização das fibras de colágeno podem ser consideradas adaptações biomecânicas para os osteodermos dos gliptodontes. Em relação ao desenvolvimento do osteodermo, indícios de ossificação metaplástica e crescimento periosteal são vistos em todos os espécimes. Portanto, as características descritas para ambos os tipos de ossos indicam adaptações ao estilo de vida desses animais extintos.

Data da última modificação: 29/01/2020, 15:11

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