Fachada do prédio do CFCH

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O Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), assim denominado a partir de 1974, resultou da fusão de vários departamentos da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Pernambuco (FAFIPE), criada em 1950, e do Instituto de Ciências do Homem, inicialmente denominado de Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. O Centro é formado por 08 (oito) departamentos – Antropologia e Museologia; Arqueologia; Ciências Geográficas; Sociologia; Ciência Política; Filosofia; História e Psicologia. Edificado em uma área de 25.690 m², além dos departamentos este Centro abriga diversos laboratórios de pesquisa e ensino, como também uma biblioteca setorial.

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Recém-formada em Psicologia, Verônica Valente é a primeira estudante trans da UFPE a receber a láurea acadêmica

“É muito importante para mim pela representatividade, para ser um espelho para outras pessoas trans”, afirma a nova psicóloga

Por Renata do Amaral

A formatura do curso de Psicologia, realizada on-line no último dia 9, foi um marco para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): a laureada da turma foi Verônica Valente, de 29 anos, a primeira pessoa trans a receber a láurea acadêmica na instituição. “É muito importante para mim pela representatividade, para ser um espelho para outras pessoas trans e mostrar que, além de estarmos em uma universidade federal, também podemos ser destaque”, afirma a nova psicóloga, que obteve média geral de 9,4 durante a graduação.

Foto: Divulgação

Natural de Orobó, ela morou na Casa do Estudante Mista durante todo o curso

Verônica conta que sempre fui muito exigente e estudou bastante, mas que passou por muitas situações difíceis de hostilidade no campus. “Apesar de a UFPE contar com uma Política LGBT, o preconceito é estrutural”, explica ela, que também é técnica em Enfermagem. Natural de Orobó, no interior de Pernambuco, ela morou na Casa do Estudante Mista durante todo o curso. “A UFPE foi meu quintal”, conta, ressaltando que conheceu muitas pessoas incríveis e teve muitas oportunidades, mas também deparou com quem achava que o espaço acadêmico não deveria ser ocupado por pessoas trans.

Quando ingressou na instituição, em 2015, ano em que foi implantada a Diretoria LGBT, ainda não estava em vigor a portaria que regulamenta a política de utilização do nome social para pessoas que se autodenominam travestis, transexuais, transgêneros e intersexuais, aprovada no ano seguinte. Ela então pediu aos professores para ser chamada por Verônica, mas um deles se recusou. Na aula seguinte, todos os alunos da turma usaram roupas femininas e as alunas, roupas masculinas, em protesto contra o docente. “Naquela hora, soube que estava, sim, no lugar certo”, lembra.

Os estágios curriculares também tiveram momentos de transfobia. “O processo foi bem sofrido. A láurea é simbólica e serve para mostrar a outras pessoas que é possível”, destaca Verônica, que acolhe igualmente os conceitos de “mulher trans” e “travesti”. Ela explica que “mulher trans” é uma expressão mais recente, mas que gosta de usar também o termo “travesti” justamente para ajudar a quebrar o estigma. “Durante muito tempo ser mulher trans foi um lugar de marginalidade, tanto que muitas ainda acham que o espaço acadêmico não é para elas. Travesti para mim é orgulho”, defende.

ESPAÇO – Para a professora Umbelina do Rego Leite, coordenadora do bacharelado em Psicologia, a sociedade precisa entender que todos têm direito a estudar e entrar no mercado de trabalho. “Há um ataque muito forte contra as minorias atualmente e é preciso naturalizar que as pessoas trans podem estar onde quiserem”, afirma. Ela destaca que o preconceito ainda é muito grande, inclusive nos espaços institucionais, e que a história de Verônica pode inspirar outras pessoas trans, mostrando que elas também têm o direito de ocupar esses espaços.

Para a diretora da Diretoria LGBT da UFPE, Geovana Borges, a conquista é um marco para quem lida com as políticas afirmativas e luta pela permanência da população trans no Ensino Superior. “Recebi a notícia com muita felicidade, pois é uma motivação para continuar nosso trabalho”, comemora, lembrando que as pessoas trans muitas vezes são expulsas do sistema educacional ainda no ensino básico, por questões como transfobia, uso do nome social e violência. “Em pleno 2020, deveria ser algo corriqueiro, mas é de muita importância no contexto atual”, frisa a diretora.

 

Data da última modificação: 20/07/2020, 16:19

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